Projecto

Procurar no texto: PERDA – Projecto de Estudo e Reflexão sobre o Desperdício Alimentar
Coordenador:
Investigadores: Iva Maria Miranda Pires
Investigadores Não Pertencentes ao CESNOVA:

Sofia Guedes Vaz (coordenadora) Investigadora no grupo de investigação CENSE (FCT/UNL) na área de consumo responsável. Fundadora e sub-directora do CESTRAS.

David Sousa (coordenador) Investigador do Centro de Filosofia da Faculdade de Letras da Univ. de Lisboa. Fundador e director do CESTRAS

Maria Graça Martinho - Docente do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da FCT/UNL.

Ana Isabel Silveira - Docente do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da FCT/UNL.

Cláudia Dias Soares - Professora Auxiliar da Universidade Católica Portuguesa. Docente do CEDOUA (Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) e da U. de Århus (Dinamarca).

Susana Valente - Investigadora na área da sociologia do ambiente no Instituto de Ciências Sociais-UL. Fundadora e sub-directora

Resumo:

No mundo Ocidental comemos muito, comemos mal e desperdiçamos muita comida. Esta é uma situação que não faz sentido num mundo onde um sexto da população mundial tem fome e onde um terço dos problemas ambientais advém da produção e consumo de alimentos. Esta produção e consumo, associados ao sistema alimentar dos países Ocidentais, está assente numa cultura em que se ignora a pressão sobre os ecossistemas, tanto pela exploração de recursos naturais, como pelos desperdícios gerados, e em que não se dá ênfase a questões de equidade, intra e inter-geracionais.

Este projecto de investigação e sensibilização pretende analisar esta questão em Portugal, nas suas duas dimensões mais relevantes: a social e a ambiental. O objectivo é potenciar uma reflexão, individual e colectiva, política e social, sobre a relação dos portugueses com a alimentação e desperdício associado, contribuindo para que esta se torne mais sustentável. A análise centrar-se-á nos três principais segmentos do sistema alimentar – produção agrícola, distribuição e consumo – e incidirá, por um lado, sobre dados estatísticos existentes e, por outro, sobre entrevistas a uma amostra seleccionada de actores intervenientes em cada uma destas fases.

Em países como os Estados Unidos ou o Reino Unido, há perdas ao longo do sistema da ordem dos 50 e 30%, respectivamente, ou seja: nos EUA, metade da comida produzida acaba como resíduo antes mesmo de chegar ao prato. Na fase de produção, na de distribuição, e nas nossas próprias casas, vão-se deitando fora quantidades de comida cuja produção implica impactes ambientais negativos a vários níveis, e que, se fossem aproveitados em vez de desperdiçados, poderiam ter impactes sociais positivos.

Embora se estime que as perdas sejam igualmente elevadas, não existem valores para Portugal e essa é justamente uma das lacunas que este projecto pretende colmatar. Por outro lado, neste projecto analisar-se-á o sistema alimentar em Portugal de forma holística e integrada, segundo vários níveis, permitindo uma visão alargada e potencialmente inovadora das possíveis contribuições para a diminuição dos impactes negativos, e potenciação dos positivos. Por fim, o projecto inclui também a difusão da informação obtida através de uma estratégia de comunicação e sensibilização dos cidadãos para esta questão dos desperdícios na alimentação, de forma permanente ao longo de todo o processo. Os objectivos do projecto são:

i.    Analisar o sistema de produção, distribuição e consumo alimentar em Portugal, na perspectiva dos desperdícios alimentares.

ii.    Contribuir para a reflexão, em Portugal, sobre o sistema alimentar.

Subjacente a estes objectivos está a convicção de que um processo para a mudança tem que assentar em motivações, não só extrínsecas, mas essencialmente intrínsecas, que só se potenciam com uma reflexão informada.

Palavras-chave:
Grupos de Trabalho: GT3 - Mundos sociais, trajectórias e mobilidades,
Data de ínicio: 01 de Janeiro de 2012
Previsão de fim: 31 de Dezembro de 2012
Parcerias:

CESTRAS - Centro de Estudos e Estratégias para a Sustentabilidade (Instituição gestora do projecto)

CESNOVA, FCSH-UNL

 

Entidades Financiadoras:

Prémio Ideias Verdes 2011. Fundação Luso e Jornal “Expresso”

18 de Dezembro 2012

 
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